quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Há muito, muito tempo... (2/3)

É tempo de sentar no chão. Sentar no chão e sentir o frio da pedra, o quente do cobertor, de rir e de vibrar com uma gargalhada e com o calor e o conforto de um abraço muito demorado e bem, bem, bem apertado.

É hora de dar as mãos, é agora! De sonhar, de buscar a essência, de partir e lutar. De correr por gosto, de correr, correr, de cansar, de gostar do cansaço, de gostar, gostar, de cantar, gritar!

É tempo de apreciar, chegou a hora.

De sentar no chão. De sentar no chão e olhar para o outro que também ali está, e de conversar com ele. De partilhar com ele o cobertor, de nos deitarmos a olhar as estrelas e a contar piadas pela noite dentro, e de rirmos juntos, de rirmos muito, de chorarmos a rir, e de nos confortarmos com o quentinho do cobertor naquele chão frio, e de no fim disto tudo darmos um abraço forte, ainda mais quente que o quentinho do cobertor.

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