Porque há alturas em que, mais do que nunca, a ironia é irresistível...
1 comentário:
Anónimo
disse...
De nada, amori (tás a ver? amori, amiga, melheri, apropria-se tudo :P) Bem, eu nem tenho nada que comentar, na realidade. Já falámos tudo e de tudo lol Luv ya, é só isso que precisas de saber :)
Porque somos pequenos, tão pequenos e absurdos... Miseráveis! Levantamo-nos e voltamos a cair: a cometer os mesmos erros, uma e outra vez - uma vez após outra; após outra; após outra. Porque somos fracos para romper a angústia que nos consome quando não temos coragem para ousar. Ir mais longe, largar tudo o que temos sido e lutar pelo que sempre quisemos ser!... Acreditar que somos capazes!! Porque andamos perdidos por entre o fumo, o ruído castrador dos carros e a força ensurdecedora do hábito; porque a rotina nos prende e nos ata ao peito um nó sem o qual já não sabemos quem somos; porque os dias se acumulam e repetem e já não é claro se somos nós que os determinamos ou eles que nos determinam a nós; porque esse nó nos consome o ânimo e a alegria de despertar a cada dia para a vida que nos alimenta, e passamos a acordar para a ver desenrrolar-se diante dos nossos olhos até começarmos simplesmente a sobreviver... (...) Porque, apesar de tudo isto, estas palavras nos surgem na mente. Uma vez, e outra, e outra... Para lá da rotina, do hábito, da angústia, dos laços e de todos os nós! Elas continuam a surgir, teimosamente. Impertinentes, rebelam-se contra o mastigar monótono dos dias; desafiadoras, impedem-nos de deixar de pensar nos "e ses"...
E porque, muito para além de tudo isto, os instantes não desaparecem por completo. Discretos? Talvez. Raros? Cada vez mais... Eles lá continuam, para quem consegue manter-se atento. Os instantes em que o coração acelera, os olhos se arregalam e os pêlos eriçam, em que ficamos com pele de galinha e, inesperadamente, o tempo se enche de vida e os dias voltam a fazer algum sentido! Em que o mundo se transfigura numa roda em que todos cantamos, dançamos e pulamos juntos com TANTA energia!! E eu corro a pés descalços muito, muito, muuuuiiito depressa para não me apanharem e rio, rio muuuuuuito porque se me apanharem também não faz mal! E mergulhamos no rio - a água verde, gélida, à temperatura da vida e da morte, da Natureza -, lançamo-nos determinados do cume da montanha mais alta, desdobramo-nos em quinze piruetas no ar inspirando TÃO fundo!, transfiguramo-nos contra a cascata desde o mais fundo do ser e somos empurrados pelo turbilhão da tempestade! Pulsa-nos o arco-íris no estômago, escorre-nos a chuva pelas costas, pesam as pernas e arrastam-se os braços da força do impulso, mas um sorriso teima em abrir-nos o rosto e, já sem fôlego, deixamo-nos levar no escorrega natural...
Esses momentos em que o suor nos sai do corpo vibrante de intenção e vontade e em que o sangue corre nas veias transbordando vitalidade porque realmenteacreditamos que algo vale a pena! E, por nos entregarmos de corpo e alma, podemos sentir no peito a brisa do mar, o calor da geada, as nuvens recheadas de chuva, as lágrimas a escorrer copiosas pelo rosto, a energia de mil trovoadas em pleno céu azul aberto, a corrente do rio arrastando rochas, o crepitar da lenha no meio da floresta, os acordes da guitarra à luz da fogueira e a espuma das ondas a explodir-nos sobre a cabeça!
Porque há instantes em que a emoção é de cortar a respiração, a esperança existe. E, por mais poeira que o caminho tenha feito levantar, há uma voz amiga que nos diz:
"Ouve lá bem, meu irmão: Não é tarde para sorrires outra vez. Ainda há estrelas no teu olhar!"
1 comentário:
De nada, amori (tás a ver? amori, amiga, melheri, apropria-se tudo :P)
Bem, eu nem tenho nada que comentar, na realidade. Já falámos tudo e de tudo lol Luv ya, é só isso que precisas de saber :)
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