Imagens, sons e palavras que se misturam: um silêncio profundo, de perfeição requintada pelo tempo. Como um vulcão adormecido...
Um som, uma imagem, uma palavra, uma pessoa, para o fazer despertar.
Amarras: cabeça, tronco, braços e pernas que lutam para se libertarem. E a mente, que se recusa a adormecer...
Agitação, inquietude perene: lágrimas em asfixia, que teimam em não correr, e um coração amordaçado, encurralado pelo tempo.
Até quando te recusarás a ousar? De quantos mais tombos precisarás para te levantares de vez? Ou te entregares e descansares, enfim...
Até quanto insistirás em manter a venda que trazes nos olhos? Essa venda gasta pelas estações que continuas a colocar rotineira e irreflectidamente, como quem penteia o cabelo ou esfrega os dentes a cada manhã, para te afastar dos sentimentos?
Qual o dia em que despirás a carapaça? Para quando esse momento em que te despojarás do supérfluo, de todas as distracções, e falarás finalmente, genuinamente, por ti? Quantas mais mágoas te custará a fuga à libertação de seres tu? Crú, por inteiro, aberto ao mundo e batendo com vontade...
És o rei do disfarce. São tantos e há tanto tempo que esqueceste se sabes de onde vieram. Sabes que sempre estiveram lá e, por mais voltas que dês, não há meio de lhes conseguires fugir.
Tudo, absolutamente tudo. Fazes qualquer coisa pra não teres que te despir diante de outros e evitar, assim, que te descubram as feridas e se riam do teu ridículo.
Um som, uma imagem, uma palavra, uma pessoa, para o fazer despertar.
Amarras: cabeça, tronco, braços e pernas que lutam para se libertarem. E a mente, que se recusa a adormecer...
Agitação, inquietude perene: lágrimas em asfixia, que teimam em não correr, e um coração amordaçado, encurralado pelo tempo.
Até quando te recusarás a ousar? De quantos mais tombos precisarás para te levantares de vez? Ou te entregares e descansares, enfim...
Até quanto insistirás em manter a venda que trazes nos olhos? Essa venda gasta pelas estações que continuas a colocar rotineira e irreflectidamente, como quem penteia o cabelo ou esfrega os dentes a cada manhã, para te afastar dos sentimentos?
Qual o dia em que despirás a carapaça? Para quando esse momento em que te despojarás do supérfluo, de todas as distracções, e falarás finalmente, genuinamente, por ti? Quantas mais mágoas te custará a fuga à libertação de seres tu? Crú, por inteiro, aberto ao mundo e batendo com vontade...
És o rei do disfarce. São tantos e há tanto tempo que esqueceste se sabes de onde vieram. Sabes que sempre estiveram lá e, por mais voltas que dês, não há meio de lhes conseguires fugir.
Tudo, absolutamente tudo. Fazes qualquer coisa pra não teres que te despir diante de outros e evitar, assim, que te descubram as feridas e se riam do teu ridículo.


1 comentário:
Obrigada, loirinha! :)
A cara da moranguita é-me vagamente familiar, mas não me lembro de alguma vez ter visto os desenhos e a música tb não me soa... Lamento!
E da senhora Pimentinha, lembras-te?? Já andei à procura e não há vídeos sobre isso, mas era lindooo!
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