quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Pendente

Não sei o que diz o dicionário, mas tomemos algo pendente como uma coisa inacabada que é preciso terminar.

Este é um daqueles conceitos que à primeira vista parece totalmente insignificante. Para uma criança, não deve ter qualquer significado; para um adolescente, talvez se possa referir aos TPC's.

No entanto, tal como eu o vejo, é um conceito que se vai enchendo de significado ao longo da vida, embora talvez a maioria das pessoas não tome (ou não queira tomar) consciência disso.

Nos anos '90, corria entre as adolescentes portuguesas o hábito de fazer inquéritos em cadernos a serem preenchidos pela(o)s amiga(o)s. Uma das perguntas recorrentes era: "Qual o teu maior medo?". Lembro-me de alguma vez ter respondido ou lido algures a seguinte resposta: "De um dia não conseguir dormir por ter a consciência pesada".

Sou só eu, ou isto faz mesmo todo o sentido?? A vida tem as suas coisas e esta é, de facto, uma delas. Só não percebo por que ainda não inventaram a sinaléctica adequada pra avisar do perigo, assim tipo reclames luminosos a piscar repetidamente.

Sim, já passei por isso, e não o desejo a ninguém. É realmente um dos riscos que corremos ao viver. Outro é, por estas e por outras, ir ficando com "assuntos pendentes" que, sem darmos por isso, um dia nos fazem olharmo-nos ao espelho e não reconhecer a pessoa que vemos. E que, mesmo muito tempo depois, de feridas saradas e com uma nova vida pela frente, podem sempre voltar a assaltar-nos, e com toda a legitimidade.

E depois... Fazer o quê? Seguir em frente como se não fosse nada e poupar-nos ao sofrimento? Ou recuar um pouco para acabar de vez com o esqueleto no armário? Como se isso fosse possível... E conseguíssemos mesmo controlar todo o processo sem nos vermos no meio de um turbilhão de nós e encruzilhadas...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Post natalício

Natal para mim é sinónimo de família. De árvore de Natal na sala; serões a ver televisão enrolados todos na mesma mantinha; de músicas infantis como os Queijinhos Frescos e o coro de Santo Amaro de Oeiras, ao som das quais eu e a minha irmã dançávamos alegremente a correr à volta da mesinha da sala, o que não tão raramente originava a destruição de um qualquer objecto decorativo precioso da minha mãe; daqueles calendários de Advento com chocolates que sempre consumi em apenas uma semana; dos outros chocolates embrulhados em prata que se penduram na árvore de Natal, e com que eu e a minha irmã delirávamos porque os meus pais os escondiam pela sala e tinhamos que os encontrar com o jogo do "quente e frio" antes de os pendurarmos na dita árvore; enfim... é o tempo em que se tornam tão presentes alguns dos momentos mais felizes da minha infância, como as típicas manhãs de sábado em que eu e a Inês nos levantávamos sorrateiramente da cama para ir ver o Lecas na televisão, enquanto nos divertiamos a colorir desenhos na mesa da sala.

Mas Natal é sinónimo de família também num sentido mais abrangente: de tudo o que é querido e familiar. Por isso, para mim, é tempo de estar rodeada de amigos, daqueles bem próximos, que são no fundo a família que fui escolhendo. É tempo de ir ao cinema ver comédias românticas ou não, de ir beber um chocolate bem quentinho enquanto se diz muita parvoíce, e é tempo de muitos projectos conjuntos na paróquia e nos escuteiros que ponham os putos alegres e contentes a começar a construir a "sua" família.

No fundo, eu sempre adorei o Natal! E é tão bom perceber que continua a ser das minhas alturas preferidas do ano =)


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

08/12/2007

Por cima do espelho do meu roupeiro está, há quase dois anos, um post-it que diz:

«Não serás recordado pelos teus pensamentos secretos.
Pede ao Senhor a força e a sabedoria para os expressar.»

Quanto mais me confronto com as dificuldades que isto implica, mais admiro a escolha das palavras "força" e "sabedoria".

Os meus parabéns ao ilustre desconhecido(a) cuja eloquência se iluminou para conseguir traduzir de forma tão simples e fiel um dos maiores problemas da Humanidade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ser só ser

Não sei explicar porquê, mas esta música parece-me simplesmente... completa, perfeita.

Como se conseguisse, ao mesmo tempo, capturar aquilo que sou e o que quero ser, o equilíbrio que procuro; e, ainda, ajudar-me a chegar lá, por me transportar imediatamente para um estado de espírito de... paz!



E, a propsósito disto (ou então não), lembro-me: o que terão as lágrimas de tão especial, que as faz ser o que melhor traduz, quer a tristeza, quer a alegria das pessoas?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A propósito de "A Beleza do Erro" *...

Encontrei isto no Citador:

O escrúpulo é a morte da acção. Pensar na sensibilidade alheia é estar certo de não agir.
Não há acção, por pequena que seja - e quanto mais importante, mais isso é certo - que não fira outra alma, que não magoe alguém, que não contenha elementos de que, se tivermos coração, nos não tenhamos que arrepender.
Muitas vezes tenho pensado que a filosofia real do eremita estará antes no esquivar-se a ser hostil, pelo simples facto de viver, do que em qualquer pensamento directamente relacionado com o isolar-se.
Fernando Pessoa (Barão de Teive), in 'A Educação do Estóico'

Nunca li este livro de Pessoa, mas fiquei com a maior curiosidade em conhecê-lo. É incrível como este excerto traduz os meus sentimentos desde há já algum tempo.

Suspeito que nunca na história da Humanidade se conviveu tão mal com o erro como agora. Crescemos a ouvir dizer que errar é humano, mas somos constantemente castigados por não acertar à primeira; dizem-nos que ninguém é perfeito, mas basta um superficial olhar à volta para perceber que não há ninguém que não faça tudo por tudo para ser o supra-sumo de alguma coisa... ou de tudo. Em termos de educação, não é raro identificar situações em que as crianças são "testadas" sobre coisas que ninguém se deu ao trabalho de lhes explicar devidamente antes. Porque o que importa é acertar. À primeira. Sempre. A qualquer custo.

Penso que cresci com uma baixa tolerância ao erro. Aos meus erros. Suponho que tal pode ser generalizável aos bons alunos, sobretudo aos que sofrem de um mal chamado perfeccionismo. Só é pena essa intolerância não fazer com que eles (os erros) desapareçam... Nem sequer com que deixem de ser os mesmos, frequentemente.

E assim chegamos a uma hipótese que ponho à consideração - e sobre a qual gostava de ter o vosso feedback, queridos bloggers:

Será que o dito "pensar na sensibilidade dos outros" não vem, pura e simplesmente, do medo de errar? "Ah e tal, sou uma pessoa sensível, tenho em conta a opinião de cada um" - é muito bonito e diplomático e tal, mas não será apenas a versão politicamente correcta de "sou extremamente inseguro e não tomo posição sobre nada porque tenho medo de errar e não saberia lidar com isso"?

Por último, e as a bottomline: Afinal, o que pode o erro implicar de tão negativo?

Será que ao esquivar-nos dele nos esquivamos de viver?

* Com alguma pena, não fui ver a exposição que esteve na Lx Factory até dia 24, mas o conceito escolhido foi tão bom que bastou para me pôr a pensar...

domingo, 18 de outubro de 2009

"Lá vem a Nau Catrineta, que tem muito que contar"

E quando o som tem a cor do orgulho de uma amizade que nos marca a vida...

Os sentimentos retratados são também os nossos, e as emoções ficam bem gravadas no coração.

Adoro!
=)*

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Repeat

Na Radar (a melhor rádio de todos os tempos :D) há um programinha que dá pelo nome de "Repeat", em que um ouvinte é convidado a dizer uma música que ultimamente não se cansa de ouvir.

«Se eu participasse agora, era esta a música que escolhia" - eis o pensamento que me ocorre, cada vez que passa o seguinte tema...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Inércia

Serei só eu, ou esta é uma força realmente muito presente na vida de qualquer pessoa?

Inércia... a resistência inicial presente sempre que começamos a realizar qualquer esforço.

Fui espreitar ao dicionário e deparei com esta definição:

Inércia
s. f.
1. Falta de movimento ou de actividade!atividade.
2. Preguiça, indolência.
3. Propriedade dos corpos que não podem, de per si, alterar o seu repouso ou o seu movimento.

(Priberam)
Mas...
Será mesmo uma questão de preguiça? Ou estão em jogo outros "obstáculos" psicológicos, não necessariamente conscientes?
E, extrapolando o domínio da Física...
Não será comum até aos corpos que podem alterar a sua condição?
Afinal, não é aí que entra a chamada "força de vontade"?
Ps: É um prazer voltar a escrever, ainda que para um público muito limitado :)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Da subtileza e da bazófia

Caro leitor:

Olá de novo!

Sim, sou eu, a própria. Não me reconhece? Pois, temos pena, também não tenho forma de o provar. Resta-lhe acreditar na minha palavra, não é? Ainda bem.

Posso, então, passar ao assunto que me trás aqui - e, oh pra mim, já a fazê-lo...
Tenho uma pergunta a colocar-lhe, e é esta: sabe aquelas pessoas tão porreiras, tão porreiras, tão sociáveis que toda a gente gosta delas? Aquelas que parecem sempre as rainhas da festa, que têm uma resposta certa para cada situação, que conseguem parecer sempre divertidas e bem-dispostas, que estão envoltas num charme natural que conquista toda a gente? Sabe? Sabe?

Se respondeu não, então vá dar uma curva e aproveite pra começar a olhar para o mundo com olhos de ver. Se respondeu sim, obrigada, pode continuar a ler.

Dizia eu: odeio essas pessoas.

Como é que alguém pode ser tão perfeito? Como?? Espalhar sempre a boa-disposição por onde passa, cativar com um olhar, um sorriso... Conseguir superar qualquer embaraço à custa de uma laracha e deixar boa impressão a qualquer um... Não pode ser verdade! Pode?!

(É impressão minha ou acaba de responder que sim, caro leitor? Estarei a ouvir mal?... Será que ainda não percebeu que preciso que se solidarize comigo neste momento difícil? Humm?)

Dizia eu: Não pode ser verdade, pois não?

(Ah, bom!... Por pouco tinhamos o caldo entornado - coisa que não podia deixar de ser chata, tendo em conta que estamos em frente a um PC e os danos poderiam ser irreversíveis... Pois, se uma vez entornei um bocadinho de água e já foi um vê-se-te-havias! Bem, mas dizia eu...)

Tenho para mim que esse tipo de espécime humano é uma farsa!
- Sim, sim, ok, caro leitor... Uma farsa somos todos, estamos sempre todos a representar vários papéis, beca beca beca... Mas, como explicar?
É que, para a minha modesta pessoa, esses seres - ou, pelo menos, esse tipo de farsa - é particularmente irritante!

Pois claro! São uma farsa, desde logo, porque não acredito que alguém possa estar sempre bem-disposto e bem-humorado... Mas, além disso, são irritantes porque parece que a sua atitude provém de uma necessidade suprema de estarem sempre por cima, i.e., de serem sempre valorizados por todos os que estão à sua volta!

É, não é? (Que bom sentir a sua anuência neste momento, querido leitor!)

Claro que todos gostamos de ser valorizados. Mas é nestas alturas que, creio, surge o valor mais alto, e que tanto aprecio, da subtileza: e que tal tentarem valorizar-se sem chamarem tanto a atenção? Dando menos nas vistas, humm? Já pensaram nisso, caras pessoas chamativas?? De onde vem esse prazer de porem sempre o grupo todo a olhar pra vocês e escutar o que dizem, afinal??

(- Ah e tal, por que é que se incomoda tanto com a expansividade e alegria das outras pessoas, Siri? Por que é que acha que não se deve chamar a atenção?

- Caro leitor, está claramente a passar das marcas... A questão não é minimamente essa...

- Olhe, e já pensou que algumas dessas pessoas podem apenas fazer o melhor possível por esquecer os problemas e espalhar alegria pelos que as rodeiam?

- Caro leitor... Deixe-se de merdas! Estamos a falar das perturbações destas pessoas que não suportam passar despercebidas, não das minhas! Olhe, olhe: está ali um elefante a voar!)

Bem... De volta, caras pessoas cheias de bazófia.
Mil desculpas, tive umas contas a acertar com um provocador engraçadinho...
Onde é que eu ia?? Ah...

Pois, digam lá!! De onde vem, afinal, essa necessidade, hããããã?
Será da vossa insegurança? SERÁ?!

A-ha! Então é isso: Insegurança!!

(- Provavelmente, a mesma que sentes ao deparar-te com pessoas que se escondem por trás da bazófia...
- XIIIIIU!)

Como não acreditam em vocês, precisam sempre de validação exterior para o que fazem. Nem que seja sob a forma de um sorriso ou de um olhar... Precisam de se provar constantemente que conseguem levar a melhor sobre os outros! Então, qualquer diálogo pode transformar-se num despique (mesmo que oculto por uma capa de humorismo) para provar que têm sempre razão...

(- Sim, é como quando tu és hiper-atenciosa e simpática com medo que não simpatizem contigo! Ou quando escondes o que pensas realmente só porque vai destoar da opinião da maioria... Ou quando és hiper-sensível à forma como te dizem as coisas, porque a mínima rispidez põe em causa a tua auto-estima... E quando conténs as tuas reacções e os teus gestos só pra não pores em causa a imagem certinha que têm de ti...
- (...) )


Pois sim, grande desculpa!

Vocês são é uns controladores! Não vivem sem sentirem que dominam toda a gente à vossa volta! E uns manipuladores... Aproveitam-se do jeito que têm para as relações humanas para tirarem partido da vontade dos outros! E, depois, desculpam-se com a insegurança, pra não parecer tão mal.

(- E tu és uma cínica e uma cobarde! Com medo do que possam pensar, és simpatica para toda a gente, mesmo com as pessoas de quem não gostas muito. Ocultas a tua verdadeira opinião só pra não contrariar a maioria e aproveitas-te dessa simpatia para diminuir a facilidade com que as pessoas discordam de ti, te contrariam ou se chateiam contigo...

- Leitor, gosto tanto de si, temos sido tão bons companheiros até aqui... JÁ LHE DISSE PARA SE CALAR!!!!

- ...)


Em suma, é mesmo isso: vocês, pessoas que dão nas vistas, não passam de seres arrogantes e convencidas e, portanto, destestáveis!! E tenho dito...

Humpf!

domingo, 22 de março de 2009

Nem uma só

É triste, mas por mais voltas que dê, continuo a não conseguir fugir a isto:

Que rua tão torta e tão longa, a do amor
Que vento tão forte lá sopra, é o do amor
Por vezes parece uma rua assombrada
Com sombras de bruxa fazendo de fada

Que faço eu na rua deserta do amor
Não há uma só porta aberta pró amor
Por vezes lá se abre uma frincha de nada
Na porta do amor que eu queria escancarada

«Amores de Marta»,
Sérgio Godinho

terça-feira, 3 de março de 2009

«Traga pra cá os seus filhos, se faz favor»***



Há cerca de dois meses surgiu a ideia de criarmos um jornal da alcateia. A ideia é os miúdos habituarem-se a fazer relatórios das actividades que depois são adaptados à escrita noticiosa. Assim, aprendem também como se faz uma notícia e percebem como funciona um jornal... No fundo, é mais um pretexto a partir do qual podem desenvolver várias competências que vão para além da escrita propriamente dita.

Comprometi-me a coordenar o projecto e fui desenvolvendo a ideia. Tendo em conta o principal objectivo da publicação, achei que fazia sentido a edição sair no último fim-de-semana de cada mês, em jeito de "balanço" do que se viveu ao longo desse tempo.

Partindo do princípio de que seria mais motivador para todos, pensei que cada edição devia contar com o contributo do máximo de elementos. Para isso, era importante distribuir tarefas no início de cada mês, para que cada um soubesse desde logo qual o seu papel na edição seguinte. Assim, dediquei-me a pensar num conjunto de secções mais ou menos fixas, de modo a agilizar esse processo.

O passo seguinte, e o mais complicado foi passar - literalmente - para o papel, todas estas ideias, isto é: arranjar um layout para o jornal! E foi assim que, numa bela noite de 5ª feira, aqui a je, que tanto se apaixona por tudo quanto tem a ver com ferramentas informáticas (...) e nunca-jamais-em-tempo-algum tinha contactado com programas de desenho e seus congéneres, se viu envolta num longo serão a tentar "arrumar" todas as ideias num modelo do Publisher sem ofender por aí além os princípios éticos e estéticos do grafismo e da paginação.

Entretanto, já tinhamos começado a introduzir o projecto junto da nossa lobitagem. Na verdade, para uma actividade de Natal já tinhamos, com muito sucesso, criado uma capa de um suposto jornal da alcateia (foi daí que veio a ideia!), por isso não se adivinhava muito difícil...

Uma semana antes da data prevista para o jornal sair, em jeito de "formação" introdutória, tiveram um atelier em que lhes expliquei o básico do básico sobre como fazer uma notícia - com resultados que nos surpreenderam pela positiva. No mesmo dia, criámos uma votação aberta para o nome do jornal e cada um se comprometeu a enviar, até meio da semana seguinte, uma notícia, desenho ou passatempo para ser incluído no jornal.

Aparentemente, portanto, estava tudo sobre rodas... Ou então não. E não foi preciso que esperar mais que até ao final dessa reunião para o perceber.

Quando fomos ver os resultados da votação, havia... Uns quatro papéis, sendo que dois sugeriam para o jornal a original designação de.... "Jornal da Alcateia"... E outros dois algo como "Brincadeiras e Passatempos".
Por outro lado, chegados a meio da semana, só duas pessoas tinham enviado o que se tinham comprometido a fazer. E, como não tinhamos anotado quem tinha ficado de fazer o quê, nem sequer era possível dar-lhes nas orelhas.

Enfim... Era preciso tomar uma decisão, e o que nos pareceu melhor foi adiar a saída do jornal... E dar-lhes um grande sermão por não terem cumprido o compromisso!

Mas, para não esquecer a componente de motivação, imprimi o layout do jornal, com os nomes das secções e um exemplo de tema de capa, explicando o que se iria tratar em cada secção. E o espaço para o nome do jornal... Em aberto! Assim, com o resultado concreto na mão, era mais fácil entusiasmarem-se com a ideia de verem os nomes e trabalhos deles lá escritos.

Nesse dia, reformulámos a votação para o nome, dando cinco opções entre as quais tiveram que escolher através de uma votação de dedo no ar e olhos fechados (pra não se deixarem influenciar pela escolha uns dos outros). E distribuímos tarefas, desta vez a sério, com nomes anotados à frente de todos. Cada um ficou responsável por uma secção e a saída do jornal foi adiada para o mês seguinte.

Ao longo das semanas, fomos relembrando a responsabilidade que tinham assumido e reforçando a mensagem de que era importante cumprirem-na. Na última actividade, demos tempo para começarem a fazer e para tirarem eventuais dúvidas. Uns entregaram logo os trabalhos finais, outros ficaram de enviar por mail **.

Pois bem... O mês passou, muito trabalho houve pelo meio e, hoje, é com grande orgulho que vos apresento o nº1 do...

Jornal da Alcateia * !!!!

*Fazer o quê, os putos têm um sentido de gosto muito especial! Preferiram esse a nomes tão sugestivos como Covil, Hora do Lobo ou 16ª Caçada...

** E não enviaram na mesma! (Ok, quem disse que tudo era perfeito?? Temos de continuar a trabalhar com eles, a piada está no processo de aprendizagem... :P)

*** Citando o lobito Sérgio Gonçalves no bonito texto sobre Guerra e Amizade que passo a transcrever (complementado por um desenho que representa a guerra e outro a amizade):

"A guerra é uma coisa muito má para a vida e para nós porque pode levar-nos a ser mal-educados. Foi por isso que eu vim para os escuteiros, para me divertir! Por isso, traga para cá os seus filhos, se faz favor."


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Estou aqui...

Não, não desisti do blog, nem me aconteceu nada. Tenho só andado com muita preguiça pra escrever... Parece que nem tenho tema.

O que tenho feito? Um pouco de tudo e nada que possa realmente ser relatado. Sim, vi o Slumdog e gostei muito, mas também não foi assim nada de extraordinário; não, não comemorei o Carnaval, mas mascarei-me pra um raid de sustos com os Lobitos, o que vai dar mais ou menos ao mesmo; sim, estou à procura de trabalho, mas não, não tenho mandado muitos cv's...

Quando digo que estou "à procura" quero dizer isso mesmo: que ando à procura e não encontro, não sei onde está, o que é, por onde anda... Onde me perdi. Estou, definitivamente, num momento estranho.
Sinto-me bem como nunca senti antes, e no entanto a aparência da minha vida não podia ser mais caótica. E isto é problemático, senão reparem: não tenho como partilhar a minha alegria com quem me rodeia! Como se prova que estamos bem - melhor do que nunca, até - se não se tem trabalho? Como se explica a alegria e felicidade interior numa situação em que todos assumem que devemos estar super tristes, deprimidos, preocupados??

Calma, eu tenho noção da realidade, não sou nenhuma lunática. E a questão é precisamente essa: se calhar conheço-me muito melhor do que a maior parte de vós se conhece a si próprio, daí ter conseguido chegar a este ponto em que posso encarar de frente o que realmente interessa. Vocês, que insistem em atormentar-me... Parece que se ficam apenas pela superfície.


Anyway... Vim aqui pra contar-vos, caros leitores, que hoje fui a um sítio que me diz muito e onde já não ia há meses... Sim, estou a falar de praia. Não de uma qualquer - uma em que já passei grandes momentos de Verão com amigos e família, ao longo de vários anos, em diferentes fases da vida.

Fui sozinha e de forma inesperada. Uma tarde sem grandes compromissos, uma placa na estrada a apontar o caminho e... 'Bora!



Cheguei, a areia deserta, e uns quantos corpos tipo pinguim sentados em pranchas dentro de água, lá ao fundo. A temperatura, amena; o Sol, de um amarelo quente como nos fins de tarde de Verão. Escolhi cuidadosamente o sítio - ao cimo das dunas, numa zona ligeiramente cavada, pra me sentir mais confortável -, sentei-me e descalcei-me calmamente: primeiro os ténis, depois as meias e... Ahhhh como adoro a sensação da areia quente a tocar os pés!

Depois, encostei-me pra trás e dormitei com o Sol a bater-me confortavelmente na cara, qual nadadora exímia que repousa finalmente depois de sair de uns valentes mergulhos no Oceano em plena tarde quente de Agosto.
Na minha mente, muitos momentos por que passei naquele sítio... Os risos e gargalhadas com os amigos mais chegados, entre batatas fritas, gelado, uma cartada e todos os mergulhos refrescantes; as piadas parvas contadas ao sabor do som das ondas e da chegada do pôr-do-sol, entre a roda pra jogar vólei e aquele mergulho de que nunca abdico mesmo ao fim da tarde...
Os momentos mais tranquilos em família, com cada um a ler o seu livro e eu de phones nos ouvidos, prolongados até que a luz já não permite distinguir as gaivotas pousadas na areia; as tardes plácidas de Outubro, passadas pura e simplesmente na contemplação das ondas, nos dias em que o calor do Sol já não basta pra arriscarmos um mergulho no mar...

Enfim... Tantos e tantos momentos, tão perto e tão longe. É isto que quero dizer com fase estranha: vibro com estas recordações dos bons momentos, como se gostasse tanto de voltar atrás, de poder voltar àquela idade, àquela fase... E, no entanto, sei bem que nunca estive tão perto da felicidade como agora. Sou agora muito mais a pessoa que sempre quis ser e, no entanto, parece que tenho saudades da pessoa que fui...
Será que me estou a despedir? Será que sempre fui feliz e não sabia? Será que me vou arrepender desta mudança?

É paradoxal... É absurdo... Mas hei-de perceber o que se passa.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Pensar, comunicar, agir


Sempre pensei muito e sempre acreditei que queria ser jornalista.

Não há dúvida de que, se sou boa em alguma coisa, é a pensar, a reflectir, a analisar, a pesar os prós e os contras, a ver as várias faces de uma mesma questão - tudo qualidades que, ensinam-nos na escola, um jornalista deve ter.


O acto de analisar é, de facto, algo que me dá prazer. Acho que tem a ver com uma noção de equilíbrio e harmonia, com a ideia de que a razão nunca está apenas de um lado. No entanto, quando levada ao extremo, e dependendo do tipo de assunto em causa, a análise torna-se bastante cansativa... Extenuante, até.

Por exemplo: reflectir sobre questões mais ou menos abstractas é sempre mais agradável que analisar aspectos prosaicos do dia-a-dia - é que o concreto, além de ser por norma mais enfadonho, é sempre mais cheio de nuances, logo torna-se mais difícil chegar a uma conclusão!

Por outras palavras, a certa altura da vida comecei a tomar consciência de um problema decorrente da minha suposta capacidade de análise: a dificuldade em passar à acção.

Reflectir é, de facto, muito bonito e pode levar-nos a conclusões bastante interessantes, mas passar da teoria à prática, que é bom, isso já é outra conversa!... A incerteza pode tornar-se paralisante, sobretudo se tivermos consumido grande parte das energias de que dispomos a analisar tudo antes de fazermos.

Chegando a este ponto, acho que se percebe que, aos meus olhos, o meu ofício de "sonho" tenha começado a assumir cores algo diferentes...

- Sim, é verdade, os jornalistas têm uma visão ampla da realidade, têm que saber um bocadinho de todos os temas porque podem ter que escrever sobre qualquer coisa, mas de que é que sabem realmente?

- Sem dúvida, conhecem imensa gente dos mais diversos quadrantes, de gestores de bancos e empresas, a voluntários de ONG's, a pessoas anónimas que diariamente trabalham para construir um mundo ou uma vida melhor, mas... E eles? Fazem o quê além de relatar a vida dos outros??

- Ok, ok, são "observadores privilegiados da realidade" porque no contacto com toda essa gente se apercebem como ninguém das tendências da sociedade - mas de que é que isso lhes serve para além de lhes dar um assunto sobre o qual escrever??

No fundo, não serão os jornalistas aqueles tipos que "falam falam falam" mas a quem não vemos fazer nada?

Ou será verdade que, como li no outro dia num livro sobre Ética da Comunicação: "Comunicar não é algo que fazemos porque não podemos, não sabemos ou não queremos fazer alguma coisa: comunicar é agir"?

Hummm...


... Será que me estou a tornar uma oportunista?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"Quem me dera que sejas ...

_ _ _

... para perceberes como eu tenho razão!"

Sem Batota! Adivinhaste?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O arrepio

Vem de dentro, este frio que de súbito me assalta.
Sim, fico em pele de galinha, os pêlos dos braços não me deixam mentir. Mas é de dentro que vem... Do vazio. E, por mais casacos, luvas, cachecóis, que acumule sobre o corpo, não há meio de alcançar o conforto da temperatura amena.
"Com esta gabardine estou bem melhor, mas ainda me falta uma golinha para tapar o vento que sopra bem em direcção ao pescoço" - penso. E "quem sabe, com estas meias de última geração e esta camisola polar, os arrepios se vão de vez".
Mas não, eles continuam. Estão é melhor disfarçados... E, por vezes, consome-me o medo de que as camadas de roupa me impeçam de descobrir a raiz desta desregulação de termostato!
Até quando, este Inverno rigoroso?? Como combater a contracção muscular constante por ele provocada e que se instala mais profundamente (irrevogavelmente?) a cada dia que passa (e já passaram tantos!...)?
Afinal, posso algum dia agarrar outra Primavera?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Do poder das palavras...

Gosto muito de palavras. Não é que me considere muito eloquente, mas poucas coisas me dão tanto prazer como brincar com as palavras... Há algo de belo subjacente ao acto de pegar nelas e as encaixar umas às outras, de as usar para traduzir pensamentos, ideias, sentimentos.

O trabalho de edição é-me inevitável... A busca da melhor conjugação semântica e sintáctica - aquela que melhor espelhará aquilo que me vai na mente ou na alma - é quase obsessiva, mas o prazer que experimento ao ler o resultado final compensa quase sempre o sofrimento causado pelo perfeccionismo.

E porquê? Acho que a chave está no prazer da descoberta. Ao escrever, descubro muitas vezes uma parte de mim ou do mundo que até então desconhecia. Organizo ideias e sentimentos. Muito mais que os exteriorizar, trago-os à tona desde o turbilhão da vida, faço luz sobre uma parte de mim. E nunca deixo de me surpreender!

Acredito, por isso, no valor do rigor: quero dizer, no respeito pelas regras linguísticas e na fidelidade máxima à mensagem que pretendo transmitir. Habituei-me a exigi-lo de mim própria há já muitos anos, até que, mais que uma imposição, se tornou uma necessidade.

O que estou a tentar dizer é que acredito realmente, por experiência própria, que aprender a escrever, a articular, enfim, a fazer uso da Língua para nos expressarmos, nos ensina a pensar.

Longe de se limitarem a reflectir o nosso pensamento, as palavras disciplinam o nosso intelecto e, assim, dão-nos a chave para podermos aceder aos nossos sentimentos.

O que me conduz à pergunta:

Se todos conseguíssemos expressar-nos melhor (ie, fôssemos rigorosos em relação à gramática e aos nossos sentimentos), será que os mal-entendidos deixavam de ser protagonistas das nossas vidas?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Desafiada

Directamente da Lothlorien para o Estrelas, o desafio definido por estas regras:

- Linkar a pessoa que te indicou
- Escrever as regras do desafio
- Contar seis coisas aleatórias sobre si
- Passar a 6 blogs
- Ir aos blogs avisar que foram indicados


1* Quando era pequena escondia-me dos estranhos (e até de alguma família) atrás das pernas da minha mãe

2* Sempre quis ser escuteira, até que há quatro meses atrás... foi de vez!

3* Tenho na janela do quarto uma colcha a fazer de cortinado desde que me mudei, há 7 anos atrás

4* Gosto de pensar que se não tivesse desistido do ballet depois do 4º ano, hoje podia ser uma grande bailarina

5* Uma das minhas frases célebres é: "Não gosto de batatas, não gosto de batatas, não gosto de batatas! Só gosto de batatas fritas, pronto!" (com uns 5 anos, ao tentarem impingir-me puré)

6* Outra frase que ficou célebre foi qualquer coisa como: "Os homens querem-se patuscos!"

[* Certificado de Garantia de geração aleatória]


E agora, peço imensa desculpa, mas os poucos bloggers que conheço já foram desafiados, portanto as últimas duas partes do desafio ficam pra outra altura!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Jogo (3)




«A vida é o maior de todos os jogos; mas há o perigo de a tratar como um jogo trivial. O fim principal é vencer com honra e glória».

«Não levar as coisas muito a sério, mas aproveitar ao máximo o que se tiver, olhar a vida como um jogo, e o mundo como um campo de jogos.»






in A Caminho do Triunfo, Robert Baden-Powell



segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Jogo (2)


«Detenhamo-nos um pouco sobre esta palavra.
É necessário explicar em que sentido a entendemos porque, para o mundo em geral, ela é sinónimo de futilidade (...).

Todo o indivíduo é portador de "dinamismo", de forças, de aspirações, que o pressionam a ir mais além, a crescer. Nós sabemo-lo bem, é como que um apelo que existe no coração de cada homem; desde a nossa primeira infância, antes mesmo do nosso nascimento, ele está presente:
o apelo da vida.

Nunca estamos satisfeitos com o que somos; temos desejos de descobrir novos horizontes, de conseguir um trabalho mais interessante, de sermos mais livres, de conseguirmos melhores possibilidades para nos exprimirmos, para criar, para amar. Cada vez que realizamos um destes desejos secretos, sentimo-nos felizes. (...)
Por outro lado, vivemos num certo quadro espacial, temporal, institucional, cultural. Há sempre, de uma maneira ou doutra, um confronto entre os dinamismos da pessoa e as realidades do seu meio de vida.
É neste confronto que o homem se desenvolve.

Para crescer, a criança tem ao mesmo tempo necessidade de exprimir os dinamismos que traz em si mesma (lutar, construir, etc.) e de descobrir o que a rodeia, explorando-lhe as possibilidades ou os obstáculos.

É disto que nasce o Jogo».


in Baden-Powell Hoje - Pistas para um Educador no Escutismo

O Jogo (1)

Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer
Sou eu quem não quer ver que tudo é tão maior aqui
Está frio demais para apostar em mim.

Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer
Mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir... Mas queres ficar?

Queres levar
Tudo o que é meu
É tudo o que eu
Não sei largar

Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou!
Vem que a água vai lavar o que me dói!
Vem que nem o último a cair vai perder.



Segunda-feira *

Oops... Adormeci! Rápido, já estou atrasada pro dentista. Casa-de-banho. Vestir. Não tomo pequeno-almoço. Porta. O que vale é que fico sempre à espera... E o raio deste tempo, detesto chuva! Vá, vamos lá...

Chapéu-de-chuva. Carro. Cruzamento. IC19. Radial de Benfica. Centro de Lisboa. Procurar lugar. Volta ao quarteirão. Outra volta. Porta. Chapéu-de-chuva. Parquímetro. Porta. Atravessar a estrada. Ufa! Porta, escadas, senha, esperar vez.

"O Dr. está atrasado... Ainda não chegou." "E quando chegar, quantas pessoas tenho à frente?" "Duas." "Nesse caso, vou descer pra comer alguma coisa e já volto".

Chapéu-de-chuva. Passeio. Café fechado. Estrada. Subo as escadas. Um galão e uma torrada. Ler o jornal enquanto espero. Hummm, que torrada deliciosa! Estava mesmo com fome... Oops, já passou meia hora, vamos lá ver.

"O Dr ainda não chegou". Muito bem, sala de espera. Bolas, ao menos podia ter trazido um livro! Hmmm... Ena, está aqui uma Sábado! Folha, folha, folha... Huh, já tem 2 meses! Já sei... Deixa-me pensar no atelier de notícia para os Lobitos. Papel, caneta, ideias...

Mais meia hora: "Desculpe, quanto tempo mais acha que vai demorar? Tenho que ir pôr mais dinheiro no parquímetro... Será que ele me atende antes de almoço? Senão volto depois..." "Sim, ele quando chegar não sai enquanto não atender toda a gente que está à espera."

Nesse caso: Casaco. Chapéu-de-chuva. Carteira. Escadas. Porta. Chapéu. Dinheiro. Carro. Estrada. Chapéu. Porta. Escadas. Porta. Sala de espera.

Meia hora depois: "Sra. RM". Finalmente!

Assistente: "Sente-se, vamos só aguardar que o Dr venha aqui ao gabinete".
...
...

20 minutos: "Andreia, peço desculpa, mas tenho de descer para pôr mais dinheiro no parquímetro". "Então vá lá, antes que o Dr apareça".

Rápido: dinheiro, casaco, porta, porta, escadas, porta, estrada, dinheiro, carro, estrada, porta, escadas, porta, porta, casaco, cadeira. Uff!

5 minutos: "Olá, como está? Abra... Feche... Abra... Andreia, hasvfdfsdsvcfv asvfddsv sfcbedvedv (linguagem técnica de dentista)".

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* Para reflectir:
Como aprecio a humanização dos serviços de saúde!

domingo, 25 de janeiro de 2009

To do list

1) Análises ao sangue

2) Nutricionista

3) Encontrar um ginásio (dança ou cardiofitness??)

4) Enviar cv's

5) Encontrar o rumo desejado

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Depois de um jantar de família...

«Maybe that's all family really is.

A group of people who miss the same imaginary place.»


Andrew Largeman (Zack Braff) in Garden State

domingo, 11 de janeiro de 2009

Se...




Se eu pudesse capturar numa palavra, numa frase, a emoção que agora sinto...

Se eu pudesse eternizar a Plenitude, prolongá-la no tempo sem perder da novidade a invasão arrebatadora de alegria e vivacidade!

Se eu pudesse...
Dizia ao mundo que é este, exactamente este o significado da vida em mim!

A alegria dos instantes partilhados, a beleza dos pequenos gestos e a contemplação da Natureza. A união de laços levemente apertados, em amizades com espaço para a livre expressão individual.

Riso, choro, suor e cada um dos quilómetros palmilhados em conjunto; refeições, banhos, hora de dormir e todos os jogos experimentados e vividos como grupo; fogo, vento, água e a essência da Terra, TUDO na palma de uma mão abraçada ao outro e aberta no convite ao mundo para entrar!

Se eu pudesse traduzia as palavras numa melodia simples de guitarra, composta ao sabor do serão na fogueira e do copo partilhado com a companhia do cobertor.

Se eu pudesse, se eu pudesse...
Quem sabe estas lágrimas não insistiam em cair.

domingo, 4 de janeiro de 2009

A propósito da cobertura noticiosa em época natalícia...

* Post dedicado a todos aqueles que se queixam por as notícias serem "sempre a mesma coisa, só guerras e mortes"... Mas que, por outro lado, classificam tudo o resto como sensacionalismo e fait-divers.