Longa ausência, eu sei. E, no entanto, nada de muito importante para contar. "A vida", como dizem o Rod e o Woody Allen.
A busca de emprego, cada vez mais ansiosa. Estou farta de me sentir um desperdício de capacidades.
O curso de escrita terminou. Foi bom, mas passou rápido.
A minha irmã está de volta a Angola, em trabalho, por um mês. O que significa que nos próximos trinta dias devo habituar-me ao semblante mais pesado dos meus pais e fingir que não me incomoda.
Exercício físico, a correr cada vez melhor.
Ideias, muitas ideias na cabeça, há demasiado tempo. A tentar organizar-me para as deixar viver cá fora.
Escuteiros e catequese, sem parar. Gosto cada vez mais das minhas crianças que crescem tão depressa e dizem coisas como: "Catequista... Eu tinha uma dúvida e no outro dia perguntei à minha mãe. Já não me lembro bem. Mas eu disse-lhe: Se Jesus está no coração de toda a gente, como é que ele faz? Parte-se em bocadinhos ou está inteiro em todos? A minha mãe disse que ele está sempre inteiro porque é mágico".
Como pano de fundo, a música que alimenta os meus dias e os enche de alento. Como um balão cheio de oxigénio.
Até já.
terça-feira, 2 de março de 2010
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